Bem vindos

ao meu bloco de apontamentos, desabafos metafóricos e reservatório de boas idéias

domingo, 4 de abril de 2010

o mar de carolina

Durante a próxima semana, que espero que seja a mais longa do ano, estou de novo endereço. Por mais que eu tenha vergonha de assumir isso se faz necessário  para que possam sentir comigo. Ainda não conheço o mar. Estou há algumas horas desse encontro.

Nascida e criada no cerrado brasileiro, nunca tive tamanha curiosidade com o mar. Talvez pela proximidade com as belezas naturais morenas da Chapada dos Guimarães e meu contato direto com ela. E hoje vivendo em São Paulo, costumo dizer que possui uma agradável beleza construída, talvez isso tenha aflorado mais esse desejo.

Por mais urbana que eu seja, quando quero praticar o hábito de pensar e organizar minha vida, preciso de contato com areia, água e vento - muito vento. Na mala além do maiô, protetor, um cahier para anotações e claro, um casaco -, porque as noites estão frias -, levo também a curiosidade.

Mochileira e de carona vou conhecer um novo lugar e catar novas histórias ;)

Um rápido recesso do corre-corre e a agitação das milhões de pessoas que fazem a maior capital da América do Sul não parar, em nenhum momento.

o mar de carolina é uma tela que a amiga camila valones pintou para mim, em óleo

beijos e até mais

quinta-feira, 1 de abril de 2010

retorno


Há vários motivos prá nos fazer parar de praticar as coisas boas da vida. Como boa hedonista que sou, confesso que alguns prazeres definitivamente me tiram de outros e assim a roda-viva gira e adquirir gostos acabou se tornando O hábito interessante, o mais (rs).

Escrever faz parte da minha vida - no trabalho, em casa, e-mails - tenho resmas de papel pautado para escrever, desenhar e esquematizar. Além de projetos e idéias no google docs, ferramenta que tranquilamente substituiu o meu amado e passado word. E o twitter, claro, 140 caracteres por tweet.

Por outro lado, parei meu primeiro romance interessante na metade e deixei de escrever as resenhas pessoais. Quando vou à alguma exposição, show, restaurante ou simplesmente meu database entra em pane e me traz memórias -escrevo disserto, relato, detalhadamente. Hábito saudável e interessante que começou cedo. Antes tinha formato de diário da Hello Kitty e chavinha, rá.

Outro dia numa brincadeira de perguntas com alguns amigos, saiu a: Se você pudesse ser bastante conhecido por algo o que gostaria que fosse?" Na hora respondi : gostaria de ser uma escritora famosa ( não faz a Stephenie Meyer's).

Para ganhar na mega sena é preciso jogar. Claro que a pretensão de ser uma escritora famosa é apenas a quantidade que se enverga o bambu para que ele deixe de ser torto e fique voltado para cima. Força-se o máximo para o outro lado, assim ele volta para o meio, rs. (what fuck?)

Retornar meu hábito saudável e interessante, confissões e indicações pessoais para leitores e webaholics afins, tchanam!- Eis-me aqui.

Opinem, comentem e indiquem também.

A solastalgia é da kate macdowell - conheci há pouco tempo e já me encanta. Talvez seja porque ela utiliza um material que eu admiro muito - tanto que já colecionei em forma de boneca -, a porcelana.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Desliga o computador e vá ler um livro!



“A leituratura do mundo precede sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele” Paulo Freire

Boa não? A leitura é uma forma de decodificar o mundo e seus sinais. Para isso, o homem tende a colocar não só a leitura dos signos, verbais e não-verbais mas também sua vivência, suas mediações. A forma com que foi criado, religião e até política geográfica transformam a visão do homem e atua diretamente na interpretação desses sinais gráficos.

Criar ideologias, saber ser emissor e receptor. São características formadas ao longo do tempo e das experiências do indivíduo, que só passa a fazer parte de uma sociedade pensante, quando passa a interpretar o mundo. Suas mediações culturais, ou seja, os livros e revistas que lê, o faz capaz de formar pensamentos e gostos próprios e ainda discursar sobre ele.

Acredito que quem chegou ao fim desse texto, tem no mínimo o hábito de ler diariamente. Espalhe essa idéia. Dissemine a leitura, empolgue as pessoas com a trama das obras que você lê. Empreste, troque livros (por mais que isso doa) ele vive enquanto é lido.


Dica: Doidas e Santas
Medeiros, Martha
Ed. L&PM

Um apanhado de boas crônicas. Para quem não curte romances é uma boa dica. Textos rápidos com situações corriqueiras e atuais e um senso de humor, irresistível.

sábado, 11 de abril de 2009

hyparam o funk



São Paulo, a metrópole brasileira é conhecida por seus movimentos musicais e sua influência no comportamento e estilo dos locais. O rock´n roll, gótico, underground e ainda uma cena eletrônica forte e bem representada. Essas características fazem da capital o verdadeiro paraíso para os notívagos e baladeiros de plantão.

No meio da paulicéia sempre tão modernosa e movimentada. Ouve-se batidas bastante conhecidas numa capital vizinha, tão querida por uns e persona no muy grata para outros paulistanos, o Rio de Janeiro. O funk, adotado quase que culturalmente pelos cariocas, ecoa no som dos mais descolados da capital mais descolada.

O bom e ritmado funk mudou muito desde que nasceu nos EUA nos anos 60 para os trópicos brasileiros na atualidade. O movimento não de fez de rogado e chegou apimentando as pistas mais hypadas. Letras dúbias e batidas sensuais, a receita é a mesma mas com todo charme das intervenções dos famosos donos da noite, os deejays. E essas misturas chamadas remixes, podem ser das mais variadas, depende da discoteca pessoal do cara.

Cito um projeto muito bom, considerado pela Folha como a melhor balada de 2008 na capital paulista, a Crew. Os deejays que em sua maioria realizam sets em duplas, assim se fazendo valer o nome da balada, tem as mais variadas influências e todas juntas formam o maximal, carregado da melhor fauna e flora do rock, e-music e um funk grooveado! Não nego, me jogo até de manhã.

O projeto carrega centenas de descolados coloridos, acima dos 25 anos para duas casas de SP, o Glória, (que é perto de casa e arrasa!) e a D-Edge (considerada por mim, uma das baladas mais bonitas de Sampa). Então, para os limitados musicais, “open your minds” e se joguem no som non sense e que nos faz ir até o chão lindamente, sem que precisem pedir!

Ficam as dicas: baixe um som do Bonde do Rolê e ensaie para a Crew!

Arquivo do blog